Eu te penso e te escrevo Para a aflição aliviar, Mas ainda que ao teu lado, Mesmo ao te tocar, Não sei o que fazer com a alma Que me escorre pele abaixo, Ou com teu espírito em minhas mãos; Se engulo as lágrimas ou a carne Do coração sem dono Que ousa me dilacerar em vão. Me apaixonei pela dor Que é te amar, E toda consciência te entrego. Não digo que te quero Por só saber te necessitar, E de meu anseio hei de beber. Banhar-me-ei de teu sangue Se meus olhos eu puder te oferecer. Do sofrer tardio e das vísceras que carrego Dentro de mim, não os conheço. Somos o que jamais fui, Seremos até esgotar qualquer penitência, Inexistente, carente e vil. Todas as estrelas me enlouquecem, Todos os dias me menosprezam Quando somem as memórias da fúria gentil. Já não vivo mais sob teu céu, Finito quando longe, Mas com o arder do enxofre Que minhas feridas abriu. Incerto do que é estar em teu abraço, De onde fugimos como tolos Até nele tropeçar, Escondido entre os espinhos Venenosos deste esquec...
Parecia divertido. Parecia a melhor opção. Agora nos faz desmoronar. Cada sorriso quebrado, Cada riso atuado. Pensávamos que estaríamos juntos, Mas estamos juntos separados, Separados juntos. É uma solidão profunda incapaz de ser quebrada. Tentando derrubar os empecilhos, eles parecem aumentar. E este egoísmo apenas cresce. O que parecia uma boa ideia virou apenas interesse. O suporte dado agora são essas futilidades exigidas. Não queremos saber o que é melhor para o outro, Queremos apenas não nos afogar. Porque alguém que se debate neste imenso mar de aflições, Não pode se apoiar em alguém na mesma situação. Fomos bobos em pensar que poderíamos escapar. Fomos tolos. Fomos estúpidos. Estúpidas tentativas. Tentativas de achar algum significado para tudo isso. Fingimos estar bem sabendo a verdade. A mentira se torna verdade, A verdade se torna mentira, A distorção toma conta de nossas vidas. Como dizer o que é certo e o que é errado? O certo nos machuca...
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